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«Nunca Fui Anjo Governador Geraldo Alckmin Secretário Chefe da Casa Civil Arnaldo Madeira Imprensa Oficial do Estado de São Paulo Diretor-presidente ...»

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Aracy Balabanian

Nunca Fui Anjo

Governador Geraldo Alckmin

Secretário Chefe da Casa Civil Arnaldo Madeira

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Diretor-presidente Hubert Alquéres

Diretor Vice-presidente Luiz Carlos Frigerio

Diretor Industrial Teiji Tomioka

Diretora Financeira e

Administrativa Nodette Mameri Peano

Núcleo de Projetos

Institucionais Vera Lucia Wey

Fundação Padre Anchieta

Presidente Marcos Mendonça

Projetos Especiais Adélia Lombardi Diretor de Programação Rita Okamura Coleção Aplauso Perfil Coordenador Geral Rubens Ewald Filho Coordenador Operacional e Pesquisa Iconográfica Marcelo Pestana Revisão Cláudia Rodrigues Projeto Gráfico e Editoração Carlos Cirne Assistente Operacional Andressa Veronesi Revisão Ortográfica Gilberto Gargiulli Tratamento de Imagens José Carlos da Silva e Tiago Cheregati Aracy Balabanian Nunca Fui Anjo por Tania Carvalho São Paulo - 2005 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação elaborado pela Biblioteca da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo Carvalho, Tania

Aracy Balabanian : nunca fui anjo / por Tania Carvalho. – São Paulo :

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo : Cultura - Fundação Padre Anchieta, 2005.

224 p. : il. – (Coleção aplauso. Série perfil / coordenador geral Rubens Ewald Filho).

ISBN 85-7060-233-2. (Obra Completa) (Imprensa Oficial) ISBN 85-7060-341-X. (Imprensa Oficial)

1. Atores e atrizes de teatro – Biografia 2. Atores e atrizes de televisão Biografia 3. Balabanian, Aracy I. Ewald Filho, Rubens. II. Título. III. Série.

05-2764 CDD 791.092

Índice para catálogo sistemático:

1. Atores brasileiros : Biografia : Representações públicas : Artes 791.092 Foi feito o depósito legal na Biblioteca Nacional (Lei nº 1.825, de 20/12/1907).

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo Rua da Mooca, 1921 - Mooca 03103-902 - São Paulo - SP - Brasil Tel.: (0xx11) 6099-9800 Fax: (0xx11) 6099-9674 www.imprensaoficial.com.br e-mail: livros@imprensaoficial.com.br SAC 0800-123401 Para Seu Raphael e Dona Esther Balabanian que me ensinaram que, apesar de uma guerra

–  –  –

Aracy é uma pessoa muito especial. Daquelas amigas mãezonas, que dão conselhos precisos, quando o assunto é dor de amor ou estética.

Depois dos 40 anos, não dá para sair na rua de cabelos molhados. O que era descontração na juventude, vira desleixo na maturidade, por exemplo. Sem nunca ter tido filhos, ela foi mãe de vários amigos, colegas de trabalho e sobrinhos. Hoje, continua exercendo fortemente esse lado com a afilhada Antônia, que tem apenas 2 anos e sobre quem ela fala sem parar e possui retratos pelos quatro cantos da casa.

Ela teve mãe de sobra – mãe para mim é genérico – pois além de Dona Esther, ela foi criada por suas quatro irmãs. Eram elas que iam ao colégio, discutiam com os professores e, mais tarde, até com meu analista. Por isso, talvez, seja tão generosa com quem a cerca. Gosta de mimar e de ser mimada.

Alguns dos irmãos – eram seis, juntando os dois lados e contando os dois homens – apoiaram a sua escolha em ser atriz, ainda muito menina, com 12 anos. Outros, nem tanto. Mas seu desejo era tão forte que venceu a oposição até de Seu Raphael, o mascate armênio, que se instalou em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com quatro filhos; casouse novamente com uma jovem armênia que havia ficado viúva com um filho e com ela teve a caçula, se não a predileta, a que ficou até o fim do lado dos pais. E, logo, esta resolveu ser atriz! A resistência foi muita, até ver Aracy ao lado de Sérgio Cardoso, e perceber que a filhinha havia chegado a um patamar, como atriz, de onde não dava para voltar. E para comemorar fazia pratos armênios para

o famoso ator, dentre eles, o preferido de Sérgio:

arroz com lentilhas.

Aracy se autodefine como faladeira. E foi assim desde criança. Quando fiz uma peça com a Glória Menezes, havia uma disputa de quem falava mais.

Por isso, não foi difícil fazer este livro. Os assuntos nem sempre eram encadeados: Aracy pode ir de uma sessão de análise à discussão sobre a sua virgindade quando estreou no teatro, em uma fração de segundos. Mas isso não tem a menor importância. Tudo o que ela conta é engraçado, emocionado e sempre marcado por comentários inteligentes e intensos. Tenho a maior vocação para heroína trágica – ironiza, não se levando a sério, o que faz freqüentemente.

Nossas entrevistas foram feitas semanalmente em seu belo apartamento de cobertura na Gávea.

Como boa anfitriã, no primeiro dia fez questão de mostrar toda a casa, que ainda curte como um brinquedo novo. Seu cantinho especial, porém, é um pequeno quarto, destinado a um sobrinho que afinal não veio morar com ela. Lá, estão a sua chaise longue predileta, uma televisão, várias fotografias, muitos livros e uma bela montagem com fotos de um de seus espetáculos: Clarice Lispector – Coração Selvagem.

Durante a conversa, Aracy mudava sempre de posição. Como em uma sessão de análise – em que, aliás, sempre se recusa a deitar no divã – ela preferia, muitas vezes, em vez de se recostar

na chaise, sentar-se para ficar cara a cara comigo. E a analogia com a terapia não é gratuita:





Aracy faz análise segundas e quartas. Nossas rodadas de entrevistas aconteciam sempre às terças. Estou sentindo como se estivesse fazendo análise três vezes por semana. O que converso aqui, vai para o consultório; o que discuto lá, vai acabar no livro.

O título talvez surpreenda. Nunca Fui Anjo, porém, foi aprovado com uma enorme gargalhada pela atriz. Talvez porque tenha convivido por tantos anos com vários rótulos: combinadinha, virgenzinha, burguesinha, boazinha, entre tantos outros. Tirando o combinadinha – eu adoro um conjunto, tenho o de sair, o de ir a enterro, o de ir a estréia e estou sempre arrumada – quem ler o livro vai ter certeza de que Aracy simplesmente pagou o preço de levar uma vida discreta, o que nos tempos de hoje, quando se namora, se casa e se separa nas páginas das revistas, soa meio anacrônico. Mas essa foi a sua opção, sem que ninguém soubesse de suas dores e amores.

Em um momento, porém, a tragédia foi tão grande, que não deu para Aracy ocultar. Um incêndio destruiu a sua casa e tudo o que tinha. Sobraram os amigos. Muitos amigos, a quem ela faz questão de creditar o fato de ter renascido, como uma fênix – Eterna Fênix era a outra opção para título – mais forte e mais destemida. É esta Aracy, que descobriu ser capaz de começar tudo outra vez, que aparece nas páginas deste livro.

Ainda que não tenha sido anjo – em todos os sentidos, descubra – Aracy é, sem dúvida, uma das atrizes mais importantes no teatro e na TV brasileira.

Alguém que acreditou em um sonho praticamente impossível. Que largou uma faculdade para se dedicar somente à Escola de Arte Dramática, onde se formou com as melhores notas (Eu e o Juca de Oliveira competíamos o tempo todo pela nota 10) e sem nunca ter faltado a uma aula. Que transgrediu os parâmetros, ao se tornar a mocinha dos mais cobiçados galãs, quando na verdade era para eu ser sempre a sofredora, que chorava porque o galã ficava com a mocinha linda. Que na maturidade não teve medo algum de enfrentar o humor, tanto em um personagem inesquecível de novelas, como Dona Armênia, quanto no semanal humorístico Sai de Baixo, que entrei sem saber o que fazer, só conseguia rir. Com uma sinceridade desconcertante, Aracy fala de tudo isso e muito mais.

Em diversos momentos, Aracy se emocionou. Um capítulo inteiro, por exemplo, é dedicado a dois

amigos muitos queridos e que já morreram:

Ademar Guerra e Myriam Muniz. Aliás, a veterana atriz paulista morreu em dezembro de 2004, em meio às nossas conversas e Aracy fez questão de se declarar “de luto” e passar algumas horas falando dela. Depois de alguns goles de vinho, que serviram como relaxante e consolo, ela repetiu as histórias de Myriam, com intensa emoção, que a fizeram tremer. Mas nem sempre nossas conversas foram tristes. Ao contrário, Aracy é dona de um senso de humor insuperável, que faz com que ela nem se leve tão a sério assim, pois é capaz de análises cortantes, sobre o mundo e a respeito de si mesma, que nos fizeram dar boas gargalhadas.

–  –  –

A Fênix Eu nasci em 1940 e posso dizer que renasci em

1994. Neste ano, um incêndio acabou com meu apartamento. O fogo lambeu os móveis, as janelas, dinheiro, roupas, capas de revista, fotos, a minha história. Fiquei uma pessoa sem lembranças, e isso foi o que mais doeu. Dizem os espiritualistas que o fogo limpa. E como uma fênix renasci, sem medo, porque descobri que sempre se pode começar de novo.

Eu estava no dentista na Marquês de São Vicente, a rua principal da Gávea, quando fui avisada que meu apartamento estava em chamas. Saí correndo e ao chegar em frente ao prédio, só tinha duas preocupações: a minha empregada e o bebê que morava no apartamento em cima do meu. Encontrei minha empregada na rua, ai que alívio! E o neném? A minha vizinha tinha acabado de ter filho, o marido estava viajando, e eu precisava saber se estava tudo bem com eles.

Graças a Deus, ela e a criança não estavam em casa na hora. Nosso encontro foi emocionante, nos abraçamos muito, totalmente irmanadas naquele momento duro de perda. Até hoje, me encontro com ela e a vida do casal melhorou demais depois do incêndio. Para mim também foi um salto. Eu perdi o medo de perder. E também descobri a importância de ter amigos.

Tive muita ajuda dos amigos e dos desconhecidos. Eu andava na rua e as pessoas me davam panos de prato bordadinhos. A Hebe Camargo disse, no ar, o que havia acontecido comigo e pediu doações de roupas. Não manda coisa rasgadinha, não, porque ela não é indigente. Ela é chique, só usa sedas, linho... coisa boa. A Nair Belo vinha para o Rio, semanalmente, com malas cheias de roupas, recolhidas pela Hebe. Tive até que dar muitas coisas, porque nem havia necessidade de tanto. O Sílvio de Abreu, que estava para viajar, depositou um dinheiro na minha conta. Eu não vou conseguir gastar um centavo, sabendo que tenho uma amiga sem ter onde morar. Vou deixar um dinheiro em sua conta para o que você precisar. A Arlete Salles passou na casa da Denise Saraceni, onde fiquei nos primeiros dias e, como boa nordestina, me levou uma muda de roupa, o melhor que ela tinha em seu guarda-roupa: uma calça de linho, uma camisa de seda, calcinha e sutiã novos, um sapatinho. Saiu chispada para falar com o Boni, avisou para a secretária que sabia que ele estava lá e que o assunto era urgente. Ela conta, e é de chorar de rir, que a secretária voltou com uma maçã e uma faca na mão e ela pensou: Ai, meu Deus, o Boni falou: mata a Arlete para ela parar de me encher. O Boni mandou me contratar na mesma hora, quando soube o que havia acontecido. O contrato era baixo, mas era um dinheirinho que entrava todos os meses.

No enterro do Marco Aurélio – o figurinista mais amado por todas as atrizes da TV brasileira – eu e a Marieta Severo conversávamos, entre lágrimas, sobre geladeira. Uma situação absolutamente surrealista. Eu dizia que o Jorge Takla ia me dar uma e ela, aos prantos, me pedia: O Takla dá outra coisa, agora já botei na minha cabeça que vou dar a geladeira. O Carlos Armando, um amigo querido que morreu vilmente assassinado dentro de sua própria casa, me ofereceu uma cama. Uma cama de estrela. Ai, meu Deus – pensei – ele vai me dar uma cama imensa, com dossel, e moro em um apartamento de 85 metros quadrados, mas, que nada, me deu uma cama chiquérrima, adequada, linda. O Marco Nanini me deu um caderno, mas havia alguma coisa escrita na primeira página. Ele arrancou a folha e ficou novinho, perfeito, maravilhoso.

Tudo servia para mim. O cenógrafo Raul Travassos, tão meu amigo, me perguntou o que queria: respondi que precisava de uma caneta.

Ele me mandou uma papelaria inteira. Até hoje uso papel que ele me deu de presente. E muito mais, os exemplos são inúmeros. Espero que ninguém fique chateado por não ter falado de sua ajuda. Foram tantos, tantos presentes, que levaria um livro inteiro só falando deles.

Por causa da generosidade dos amigos, outra coisa mudou em mim: eu aprendi a receber.

Antes não dava tempo para alguém me dar nada. Não deixava. Depois do incêndio me perguntei muitas vezes: Por que isso aconteceu comigo? O que devo aprender desta experiência? Pois bem, aprendi a aceitar o amor das pessoas por mim e seus presentes.

Há uma história hilariante e que exemplifica bem isso. Tive um problema com a minha operadora de TV a cabo, que queria me cobrar, exigia o boletim de ocorrência, que demorava a ficar pronto, e resolvi pegar o telefone e ligar para o diretor de lá, com quem havia tido um romance tórrido. Ele, que sempre gritara, falava aos

berros no telefone: Precisa de tijolo? De cimento? Eu respondia que não queria nada, só resolver o problema burocrático. Mas ele insistiu:

Quando tudo estiver pronto, vou mandar reinstalar o cabo e colocar dois aparelhos de TV novos na sua casa. O apartamento ficou em reforma por bastante tempo. Havia sobrado quase nada e meu amigo, arquiteto e acupunturista Juan Vairo, assumiu a tarefa de criar algo novo dos escombros, sem me cobrar nada. Mais um amigo solidário. Quando, finalmente, o apartamento ficou pronto, liguei para avisar que já estava na hora de instalar a TV a cabo.

Ele me disse que ia me mandar um televisor lindo para colocar no escritório. Eu fiz questão de lembrar: você disse dois. Deve ter sido uma coisa de louco, porque, quando namorávamos, eu não aceitava absolutamente nada. E ele achava isso absurdo, nem entendia muito bem como não precisava de nada que poderia me dar.

Nunca fui de ganhar presente de namorado.

Acho que a minha postura, meu jeito de lidar com a relação, afastava qualquer possibilidade de carinho ser confundido com algo material.

Tenho muitas amigas que ganhavam brilhantes de não sei quantos quilates. Eu, nem aquele anel de raspa de diamante, que dá bolinha em suéter.

O fogo, porém, me mudara.

Hoje em dia, para falar de mim, conto com a minha memória. E ela pode ser traiçoeira demais.

Perdi todas as minhas fotos, a história da minha



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